Levantamento do
Ministério da Saúde mostra que, no Amapá, o custo de internações por
acidentes com motociclistas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
cresceu 63% de 2008 a 2011, passando de R$ 80 mil para R$ 131 mil. O
crescimento dos gastos acompanha o aumento das internações que passou de
99 para 159 hospitalizados no período. Em 2010, cinco motociclistas
morreram em acidentes.
“O Brasil está, definitivamente vivendo uma
epidemia de acidentes de trânsito e o aumento dos atendimentos
envolvendo motociclistas é a prova disso. Estamos trabalhando para
aperfeiçoar os serviços de urgência no SUS, mas é inegável que esta
epidemia está pressionando a rede pública”, avalia o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha.
O gasto com atendimentos a motociclistas no país,
em 2011, foi 113% maior do que em 2008, passando de R$ 45 milhões para
R$ 96 milhões. O número de internações passou de 39.480 para 77.113
hospitalizados no mesmo período e o número de mortes aumentou 21% nos
últimos anos – de 8.898, em 2008, para 10.825 óbitos em 2010. Com isso, a
taxa de mortalidade cresceu de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes para
5,7/100 mil entre 2008 e 2010.
“A elevação dos acidentes envolvendo
motociclistas fez com que, pela primeira vez na história, a taxa de
mortalidade deste grupo superasse a de pedestres (5,1/100 mil) e a de
outros veículos automotores (5,4/100 mil), como carros, ônibus e
caminhões”, alerta Padilha.
Prevenção
Para
enfrentar o avanço dos acidentes de trânsito, o Governo Federal
expandiu o Projeto Vida no Trânsito a todas as capitais brasileiras.
Lançado em junho de 2010, a ação é uma das iniciativas do Ministério da
Saúde para prevenir e reduzir a violência no trânsito.
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