Fieap tem dois presidentes e polêmica vira caso de polícia

Junta Governativa fez intervenção na instituição e PM foi acionada








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Após passar por um processo eleitoral muito discutido, alguns associados da Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP) montaram uma Junta Governativa para intervir na presidência da instituição, por achar que o pleito que ocorreu em 2011 foi feito de forma fraudulenta para que o filho de Telma Gurgel,
antiga presidente, assumisse a direção da Fieap. A Junta Governativa por meio de um grupo de associados elegeu Ivan Tundela como o representante para assumir a presidência. Porém o atual presidente Hildegarde Gurgel junto com os associados que o apoiam não aceitaram essa tomada de iniciativa do grupo de oposição dentro da Fieap, e os ânimos ficaram acirrados, momento em que ocorreram empurrões e a Polícia Militar foi chamada para intervir. Segundo o Tenente Coronel Oliveira, que era o responsável pela guarnição presente no local, a Polícia Militar foi apenas chamada para conter os ânimos das duas chapas que concorreram, pois ambas estavam trocando ofensas e ameaças.
“Nós não sabemos muito sobre a eleição interna da Federação só o que podemos dizer é que os ânimos estavam acirrados,por isso a nossa presença. Já os assuntos relacionados à eleição fazem parte de uma ação interna e não temos base sobre assunto para conversar coma imprensa” contou TEN CEL Oliveira.
Após a presença da Policia Militar no local as duas partes sentaram para discutir uma solução para o problema, porém ambos continuaram mantendo suas opiniões.

Posição
“Um grupo político contrário à presidência se uniu para tentar realizar um golpe, mas juridicamente Hildegarde Gurgel é o atual presidente e não aceitaremos
qualquer tipo de ato antidemocrático já que a pleito foi ganho por meio de uma votação aberta” contou Izaias Antunes, vice-presidente da Fieap.

Oposição
Já para a junta governativa a eleição foi feita de forma fraudulenta. “O pleito
ocorreu literalmente na surdina da noite, momento em que os poucos associados
presentes elegeram de forma fraudulenta o presidente HildegardeGurgel, em um típico caso de nepotismo, pois a foi a mãe do presidente que realizou a eleição de forma escondida” contou Marcelo Freitas assessor jurídico da Junta Governativa.

Resolução
Como nenhuma das partes cedeu em suas opiniões, ficou decidido que as duas representatividades estarão dividindo a sala da presidência até que uma decisão jurídica seja tomada a respeito do assunto.

Por ANDERSON CALANDRINI

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