Linhão do Tucuruí incluirá Amapá no Sistema Interligado Nacional

A ampliação da hidrelétrica Coaracy Nunes será iniciada somente em junho de 2013. A obra viabilizará a construção de um anexo da casa de força para abrigar duas unidades geradoras de energia, o que triplicará a potência com a produção de mais 220 megawatt (MW). É um trabalho que faz parte do projeto de implantação da linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus, conhecido como” linhão”, que permitirá a integração dos estados do Amazonas, Amapá e do oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
O projeto foi entregue à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 27 de julho. ”Temos hoje uma casa de força com três unidades geradoras. Vai ser construído um anexo com mais duas unidades geradoras. A produção de energia será triplicada com a potência dessas cinco máquinas”, afirmou o gerente regional da Eletronorte no Amapá, Marcos da Silva Drago durante entrevista à imprensa.
A ampliação da hidrelétrica ainda se encontra no processo de solicitação de autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já estão em construção as subestações que farão a conexão com o linhão. Atualmente a hidrelétrica de Coaracy Nunes transmite toda a energia gerada à subestação de Santana, que por sua vez será conectada à subestação de Macapá, que vai ser interligada ao linhão de Tucuruí.
“Vai estar tudo conectado, ou seja, a energia sai de Coaracy Nunes, chega na subestação de Santana que será interligada por meio de um cabo à subestação da empresa que está construindo o linhão de Tucuruí”, explicou Marcos Drago. “Estimamos que até dezembro deste ano a Aneel conceda essa autorização. A partir daí a Eletronorte dará entrada do projeto nos órgãos ambientais. Com a licença ambiental vamos começar a licitar a obra”.
A Usina de Coaracy Nunes tem hoje 78 MW de potência, que poderão ser escoados após a interligação do Estado do Amapá ao SIN por meio do linhão Tucuruí-Macapá-Manaus, cujas obras estão em andamento. O investimento é de aproximadamente R$ 550 milhões. A segunda etapa ou segunda casa de força de Coaracy Nunes destaca-se pelo reduzido impacto ambiental, já que serão necessárias intervenções simples e completamente localizadas dentro da área da própria usina, administrada pela Eletrobras Eletronorte.

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