Novo presidente da Fieap é barrado
por grupo de sindicalistas
O primeiro dia de trabalho do novo presidente da Federação das Indústrias do Amapá (Fieap), Hildegard Gurgel foi conturbado. Um grupo liderado pelo candidato derrotado, em 2011, Ivan Tundelo, invadiu a sede da instituição onde permaneceu acampado impedindo a entrada do novo presidente eleito.

Eleito em dezembro de 2011, após derrotar a chapa liderada por Josiane Rocha, Gurgel tomou posse na última segunda-feira, 6. Ao chegar ao prédio da Fieap, Hildegard disse ter sido proibido pelo grupo de acessar as dependências da presidência. A Polícia Militar foi acionada para conter um princípio de tumulto gerado com a chegada do presidente eleito.

Inconstitucional
Segundo Hildegard Gurgel, em entrevista ao DA, Ivan Tundelo, que compunha a chapa derrotada em 2011, montou uma junta governativa dentro da federação com mais dez sindicatos de forma inconstitucional, sem obedecer aos padrões regimentais da entidade, criando uma presidência paralela, se auto-intitulando como presidente da Fieap.

"Mas isso não existe porque a eleição foi realizada em dezembro do ano passado, registrada em cartório e, reconhecida pela Justiça. Então tomamos posse na segunda e quando fomos trabalhar hoje, estavam seguranças armados e várias pessoas desconhecidas que entraram na federação e se acamparam", contou Hildegard.

Ilegítimos
O grupo liderado por Ivan Tundelo é composto por 11 sindicatos. Destes, apenas quatro têm direito a voto. O restante está sub judice quanto às suas legitimidades. Sendo assim, eles não podem votar ou serem votados, nem convocar reuniões, apenas ser filiados.

Segundo Gurgel, o único motivo para Tundelo ter tomado essa atitude seria a não aceitação da derrota. "Vamos sentar com os outros sindicatos legítimos para saber as medidas que podemos tomar para puni-los", garantiu Gurgel.


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