Uma operação integrada entre agentes da policia civil de Laranjal do Jari, do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), resultou na prisão dos traficantes Josemar Gomes Marques, 23 anos, o "Nêgo" e Raimundo Nonato Nascimento, 23, o "Maciel", que responde por crimes de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

De acordo com o delegado Wellington Ferraz, titular da delegacia local, a operação foi deflagrada às 5h da manhã de ontem, 21. Objetivo foi dar cumprimento a mandados de busca e apreensão, além de prisão preventiva contra pessoas envolvidas com o tráfico de droga no Vale do Jari.

"Observamos durante as investigações que o Maciel era o principal fornecedor de drogas na região. Nêgo é o braço direito de Maciel e era responsável pela distribuição da droga nas bocas de fumo. No momento da prisão, Nêgo mantinha mais de trinta pedras de crack em seu poder. Ele foi preso em uma casa na passarela Toscano, bairro central de Laranjal", disse o delegado Ferraz.

Com o traficante os policiais encontraram cerca de R$ 5 mil em espécie. Ambos foram conduzidos até a delegacia local para a formalização dos procedimentos e comunicação à Justiça das prisões. Nos próximos dias eles serão encaminhados para o presídio do Estado.

Homem que trucidou desafeto é
condenado a 12 anos de prisão

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Ferreira Gomes, por maioria de votos, julgou culpado por homicídio duplamente qualificado o réu Rubnei Correa da Silva, que no dia 2 de outubro de 2010 matou com 19 golpes de terçado a vítima, Raimundo Costa Correa, o "Teia", com quem o algoz tinha uma rixa.

De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, na noite do crime o algoz invadiu a casa de Raimundo que estava dormindo em uma rede. Ao identificar o alvo o acusado passou a agredí-lo com golpes de terçado que mutilaram o corpo de Teia que morreu dentro da rede, sem chance de defesa.

Segundo o promotor Horácio Coutinho, a motivação para o assassinato teria sido uma discussão anterior entre a mãe de Rubnei e o homem que passou a ser jurado de morte por isso. A vingança foi consumada naquela noite quando o elemento entrou na casa depois de arrombar o girau da cozinha.

O crime chocou os moradores pela brutalidade cometida. Após ser julgado culpado o réu recebeu a setença do juiz Clayton Rodrigues que esti-pulou a pena em 12 anos e 6 meses de prisão em regime inicialmente fechado. O condenado será transferido para o presídio do estado, em Macapá, onde irá cumprir a pena.

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