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Delegacia da Mulher
Interdição do prédio pela Defesa Civil expõe o caos do atendimento às vitimas de violência doméstica
Especializada registra mais de 40 ocorrências diárias. Falta papel, banheiro, portas e dignidade para quem trabalha ou busca atendimento na instituição
Alexandra Flexa em 16/12/2012
Foto: aGazeta
Centrais de ar que deveriam estar funcionando, estão jogados nos fundos da delegacia. Nas salas não houve substituição por novos
Uma funcionária da delegacia, que não quis se identificar, descreve a situação de escassez: “A gente se desdobra para fazer o serviço. Quem sofre mais com isso são os plantonistas. Em média, registramos 40 boletins de ocorrência por dia e só temos dois detetives para a investigação. O prédio está todo comprometido, o banheiro está interditado há seis meses e ninguém faz nada. Além disso, falta viatura para realizar as operações, as que temos não são suficientes e quase sempre não tem gasolina", denuncia.
Estrutura comprometidaO prédio em que atualmente funciona a DCCM é uma casa que foi “adaptada” para o funcionamento da unidade. O espaço nunca foi reformado, ao adentrar na Delegacia já é possível ver o descaso, paredes com rachaduras, salas apertadas, portas sem fechaduras, fiação solta no teto, buraco no forro que ameaça cair, centrais de ar no chão que foram retiradas por não funcionar, banheiro interditado e corredor que dá acesso à cela sem porta.
Dentre tantos problemas ali encontrados o que chamou a atenção é que bem ao lado do pequeno parque destinado às crianças - que fica nos fundos da Delegacia - tem uma fossa a céu aberto que ameaça transbordar. Olhando um pouco mais a frente a estrutura da caixa d’água comprometida pelo tempo de uso também oferece risco de desabar no local, a base e o entorno dela está com rachaduras no chão com a superfície funda, consequência do peso.
A funcionária de uma empresa terceirizada que faz a limpeza do prédio, disse que trabalha no local alarmada. “Tenho medo da caixa d’ água desabar a qualquer momento, é um risco para quem trabalha aqui, esse parque onde as crianças brincam também está horrível e o mau cheiro da fossa é insuportável quando a ventilação vem de lá. Quando começar as chuvas vai transbordar e alagar toda a área”, ressaltou pedindo a preservação de sua identidade.
Para a funcionária a causa do abandono deve-se a “Falta de atenção”. Ela ainda ratifica: “Outros órgãos tem estrutura equilibrada, aqui é que está saturado! A delegada titular já cansou de falar dos problemas aqui existentes, mas ninguém faz nada”, disse.
Os alojamentos dos plantonistas também não oferecem condições mínimas de uso, homens e mulheres ficam juntos, num pequeno espaço entre os beliches. Eles também dividem o mesmo banheiro, que inclusive não está funcionando por estar com a fossa transbordada.
Dentre tantos problemas ali encontrados o que chamou a atenção é que bem ao lado do pequeno parque destinado às crianças - que fica nos fundos da Delegacia - tem uma fossa a céu aberto que ameaça transbordar. Olhando um pouco mais a frente a estrutura da caixa d’água comprometida pelo tempo de uso também oferece risco de desabar no local, a base e o entorno dela está com rachaduras no chão com a superfície funda, consequência do peso.
A funcionária de uma empresa terceirizada que faz a limpeza do prédio, disse que trabalha no local alarmada. “Tenho medo da caixa d’ água desabar a qualquer momento, é um risco para quem trabalha aqui, esse parque onde as crianças brincam também está horrível e o mau cheiro da fossa é insuportável quando a ventilação vem de lá. Quando começar as chuvas vai transbordar e alagar toda a área”, ressaltou pedindo a preservação de sua identidade.
Para a funcionária a causa do abandono deve-se a “Falta de atenção”. Ela ainda ratifica: “Outros órgãos tem estrutura equilibrada, aqui é que está saturado! A delegada titular já cansou de falar dos problemas aqui existentes, mas ninguém faz nada”, disse.
Os alojamentos dos plantonistas também não oferecem condições mínimas de uso, homens e mulheres ficam juntos, num pequeno espaço entre os beliches. Eles também dividem o mesmo banheiro, que inclusive não está funcionando por estar com a fossa transbordada.
IndignaçãoAo ser questionada sobre o problema, a delegada titular Elza Nogueira, disse que já buscou ajuda para resolver os problemas da DCCM, mas nada foi feito. Indignada, ela disse a reportagem de aGazeta que prefere não falar sobre o assunto. “Basta vim aqui na delegacia pra ver as condições que trabalhamos para atender uma grande demanda e que precisa de atendimento diferenciado por se tratar de questões delicadas. Cansei de participar de reuniões para expor o problema que todos já conhecem, assinar documento na esperança de que algo seja feito. O poder público fecha os olhos e fica inerte”, contou indignada.
AtendimentoAlgumas mulheres em busca de atendimento denunciaram a demora na notificação dos agressores das medidas protetivas. Laura Soares, que precisou fazer um registro por ter sofrido agressão do companheiro disse que quando precisou da viatura teve que pagar um táxi porque não tinha gasolina. “Eu não culpo os funcionários, mas o governo que já deveria ter tomado providências. Quem sofre somos nós que precisamos de atendimento e que trabalha aqui sobrecarregado”, observou.
SoluçõesO município conta com uma rede especializada no atendimento a mulher em estado de agressão, além da Delegacia Especializada, fazem parte a Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Promotoria Especializada da Mulher, Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher, Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM).
Paralelamente à atuação federal e estadual, a Secretária de Políticas Públicas para a Mulher de Macapá assegura: “A rede existe para ir ajustando as formas de atendimento; Dos organismos de combate existentes, talvez porque seja o mais buscado, o que tem menos recursos de estrutura é a Delegacia da Mulher. Mas é por isso que a rede existe, porque a gente diz ‘Olha doutora, em qualquer problema psíquico, nós temos no CRAM (Centro de Referência em Atendimento à Mulher) o profissional para fazer este atendimento’”.
No entanto, a Delegacia da Mulher se torna umas das entidades mais importantes no processo de luta contra à violência familiar. Ela é uma das primeiras portas de acesso à justiça, mais uma razão para ser bem estruturada.
Paralelamente à atuação federal e estadual, a Secretária de Políticas Públicas para a Mulher de Macapá assegura: “A rede existe para ir ajustando as formas de atendimento; Dos organismos de combate existentes, talvez porque seja o mais buscado, o que tem menos recursos de estrutura é a Delegacia da Mulher. Mas é por isso que a rede existe, porque a gente diz ‘Olha doutora, em qualquer problema psíquico, nós temos no CRAM (Centro de Referência em Atendimento à Mulher) o profissional para fazer este atendimento’”.
No entanto, a Delegacia da Mulher se torna umas das entidades mais importantes no processo de luta contra à violência familiar. Ela é uma das primeiras portas de acesso à justiça, mais uma razão para ser bem estruturada.

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