O X da questão
Eu sempre fui cético quanto à fortuna do empresário Eike Batista, desde que ele começou a aparecer como a sumidade do empreendimento nacional, pois absolutamente nada palpável dava lastro à riqueza por ele alardeada.
Hoje se constata que o fenômeno Eike era uma bolha especulativa. Ontem (13), pelo ranking da Bloomberg, que já o colocou, em 2012, como o 8ª mais rico do mundo, com US$ 34,5 bilhões, apontou-lhe “meros” US$ 5,7 bilhões, o que o derruba para baixo da 200ª colocação.
Ainda creio que nos US$ 5,7 bilhões haja ar comprimido, pois continuo sem enxergar lastro nas X para esse valor de mercado, talvez por isso Eike esteja se desfazendo rapidamente dos seus ativos.
Depois de colocar placa de venda nos jatos da sua coleção, o EBX anunciou o tradicional Hotel Glória, no Rio de Janeiro, adquirido em 2008, por R$ 80 milhões, para ser a sede do grupo. Em 2010 o prédio começou reformas para ser o “Glória Palace” e hoje as obras estão paralisadas.
Quem em 2010 acreditou nos projetos faraônicos de Eike Batista, no marketing de que em 2015 ele seria o homem mais rico do planeta (na época era o 8º, agora está em 208º) entrou pelo cano. As ações da OGX que valiam R$ 23, em 2010, ontem chegaram ao fundo do poço, cotadas a R$ 0,95. Uma pessoa que juntou R$ 100 mil a vida toda e apostou no Império X comprando tudo em ações da OGX, ontem seu patrimônio se resumia a R$ 4.130, ou seja, seu dinheiro evaporou, perdeu praticamente tudo.
Outra questão que já abordei aqui no blog diz respeito a comerciantes e pequenos industriais que acreditaram no Complexo do Açu, em São João da Barra, um mega-empreendimento. Muitos recorreram a empréstimos bancários para abrir negócios na área do complexo de olho no crescimento da região e na instalação de grandes empresas. O complexo ruiu antes de ser erguido e hoje se resume a um porto. Esses empreendedores também estão hoje quebrados.
Outra questão que já abordei aqui no blog diz respeito a comerciantes e pequenos industriais que acreditaram no Complexo do Açu, em São João da Barra, um mega-empreendimento. Muitos recorreram a empréstimos bancários para abrir negócios na área do complexo de olho no crescimento da região e na instalação de grandes empresas. O complexo ruiu antes de ser erguido e hoje se resume a um porto. Esses empreendedores também estão hoje quebrados.
Bem, o livro de Eike "O X da questão", onde ensinava os segredos da fortuna e dos grandes negócios, em 2011 quando foi lançado virou best-seller, ficou várias semanas entre os mais vendidos. Hoje, certamente deve estar à venda por uma pechincha nos sebos da cidade.
Se Eike correr, talvez consiga ficar com US$ 1 bilhão de saldo, o que já é um case de sucesso, pois, há 6 anos, ele era apenas o filho de Eliezer Batista (outro ídolo de barro do empresariado nacional) e marido da Luma de Oliveira.
Onde está o case de sucesso? O cara ganhou um US$ 1 bilhão, em 6 anos, vendendo brisa.

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