fonte jornal diario do Amapá  Quarta, 27 Novembro 2013 00:45

Promotor aponta contradição em depoimento

POLITICA4-1 VALDEZ
O ex-governador Waldez Góes (PDT) pode ter cavado a própria cova, ontem, ao negar, em seu segundo depoimento à Justiça estadual, seu envolvimento no desvio de R$ 74 milhões dos cofres públicos (descontados dos servidores a título de empréstimos consignados e não repassados aos bancos).

É que o promotor de Justiça do caso, Flávio Cavalcante, ouviu de um dos ex-secretários de Waldez, que figura como testemunha na ação, confidenciou ao promotor que o BNDES emprestou para o Amapá, na época, a bagatela de R$ 130 milhões a título de empréstimo para que o governo de Waldez Góes compensasse as perdas com as crises econômicas. O que configura uma contradição ao depoimento de Waldez, dado ontem, onde o ex-governador alegou que o dinheiro dos empre´stimos consignados havia sido retido para pagamento das perdas. “Como, se as perdas alegadamente foram compensadas com os R$ 130 milhões oriundos do BNDES?”, indaga o promotor.

Segundo Flávio Cavalcante, no período de 2008 a 2009 o Amapá teve perda de R$ 100 milhões. O ex-governador Waldez é acusado de peculato (que é o desvio de verbas públicas praticada por agente público, funcionário público). A exemplo do primeiro depoimento (de segunda-feira), ontem, 26, Góes continuou negando participação no crime. Ele disse que não sabia de nada e que não deu ordem para se reter os consignados. Cavalcante acredita que a sentença do caso pode sair até final de dezembro deste ano.

O outro réu do processo, o ex-vice-governador Pedro Paulo Dias de Carvalho, não compareceu novamente ao chamamento da Justiça.

0 comentários:

Copyright © 2013 Claudio Malta