Terrorismo
Explosão de carro-bomba em Beirute mata ex-ministro e outros 4
Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas. Mohammed Shattah fazia oposição ao atual governo e ao ditador sírio Bashar Assad

Equipes de resgate apagam fogo após explosão de carro-bomba no centro de Beirute (Steve Crisp / Reuters)
A explosão de um carro-bomba em Beirute, capital do Líbano, matou nesta sexta-feira cinco pessoas - entre elas o ex-ministro libanês de Finanças Mohammed Shattah, que fazia oposição ao ditador sírio Bashar Assad. Outros 50 ficaram feridos, segundo informações da agência estatal ANN. O ataque foi perpetrado justamente contra o comboio de Sattah e provocou danos estruturais em pelo menos dez prédios nos arredores da explosão.
Shattah, um muçulmano sunita, também era uma figura da oposição interna no Líbano e foi conselheiro do ex-primeiro-ministro Saad Hariri. Fontes que viram a explosão disseram à agência Reuters que Shattah estava a caminho de uma reunião quando a bomba foi detonada. Já a imprensa local afirma que a explosão que tinha como alvo a casa de Hariri, onde estava prevista a reunião da coalizão 14 de março, contrária ao regime de Assad.
O barulho da explosão foi ouvido em diversas partes da cidade às 9h40 da manhã (5h40 no horário de Brasília), e uma coluna de fumaça preta se ergueu no bairro comercial e de hotéis. Um restaurante e um café foram destruídos pela explosão, e vários carros pegaram fogo, disseram testemunhas. Grande parte de Beirute foi isolada pela polícia após a explosão.
O primeiro-ministro em fim de mandato, Najib Mikati, convocou uma reunião de forma imediata da Alta Comissão de Socorro, informou a ANN. Mohamad Shatah era economista e foi conselheiro de Saad Hariri, além de ter sido embaixador do Líbano nos Estados Unidos entre os anos 1997 e 2000. Nos últimos meses foram registrados vários atentados terroristas no Líbano, com dezenas de mortos, contra as forças de segurança e posições do grupo xiita libanês Hezbollah.
A segurança se deteriorou no Líbano desde o início da crise na Síria, em março de 2011, com um aumento dos enfrentamentos sectários, assassinatos e sequestros.
(Com agência EFE e Reuters)

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