Caçambeiros fecham rua em protesto contra 8 meses de salários atrasados
Empresa responsável pela contratação dos profissionais não teria efetuado os pagamentos desde dezembro de 2011.
O
trânsito na Rua Jovino Dinoá com a avenida Clodóvio Coêlho, uma das
principais vias de acesso ao centro comercial de Macapá, foi interditada
por caçambas, caminhões, desde as primeiras horas da manhã desta
sexta-feira (20). Ônibus e demais veículos precisaram usar as ruas adjacentes como desvio para prosseguir viagem.
Fechar
a rua em frente à casa do proprietário da Cooperativa Transorte foi a
estratégia dos motoristas das caçambas, que estão sem receber há oito
meses pelos serviços prestados ao Governo do Estado. A ideia era
sensibilizar o empresário a negociar o pagamento dos vencimentos
atrasados.
De
acordo com o motorista Vicente Júnior, o Governo já repassou o dinheiro
para o pagamento dos salários em atraso, mas a cooperativa se recusa a
pagar os trabalhadores. “A empresa Transorte perdeu a licitação que
garantia a prestação do serviço, agora está brigando na Justiça para
ganhar o direito de continuar realizando os serviços. O problema disso
tudo é que eles se negam a nos pagar, um joga a responsabilidade para o
outro, quando que quem deve liberar o pagamento é a cooperativa”, disse
revoltado.
Protestos
Há
oito meses, os caçambeiros tentam, através de protestos, uma previsão
para o pagamento dos salários atrasados. No início do ano, os
trabalhadores protestaram em frente à Secretaria de Infraestrutura do
Estado (Seinf). Após essa data, no mês passado, a secretaria repassou os
valores para a Cooperativa. Mesmo com o pagamento do Governo, os
caçambeiros não conseguiram solucionar o problema.
Com
o dinheiro em mãos, o dono da Cooperativa se nega a pagar os
trabalhadores. Cerca de 70 motoristas estão sem receber desde dezembro.
Os proprietários das caçambas reclamam que, sem salário, as prestações
dos que moram em aluguel estão atrasadas e, para não faltar o que comer
em casa, estão com contas acumuladas em comércios e cartões de crédito.
Devido
ao transtorno gerado pelo protesto dos caçambeiros, a polícia foi
acionada para retirar os caminhões do local e liberar a via para o
trânsito dos veículos. (Alexandra Flexa/aGazeta)

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