Liminar barra transparência
A
divulgação dos salários dos parlamentares, servidores e comissionados
da Câmara na internet, prevista para ocorrer hoje, foi suspensa por
liminar concedida pela 21ª Vara Federal do DF. O Sindicato dos
Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da
União (Sindilegis) questionou a legalidade da publicação de forma
nominal e individualizada, e o juiz Hamilton de Sá Dantas acatou o
pedido. Ele determinou ao órgão, na noite de ontem, que não publicasse
os dados e adotasse outro critério de individualização das informações.
Uma das opções sugeridas é que se disponibilizem os vencimentos por
matrícula, cargo ou função, para cumprir o que determina a
regulamentação da Lei de Acesso à Informação. Até o fechamento desta
edição, o sindicato tentava obter outra liminar na 21ª Vara, para
suspender a publicação dos salários do Senado.
“É
uma decisão positiva e mostra que a matéria está sendo amadurecida a
cada vez que se considera uma liminar. Desde o início, o sindicato se
manifestou de forma favorável à ampla divulgação das informações, mas a
divulgação nominal fere as garantias constitucionais”, argumenta o
presidente do Sindilegis, Nilton Paixão. Ele alega que a Justiça ainda
não analisou o mérito da questão e só tomou decisões de forma liminar.
“No fim, acredito que a tese vencedora será a do Sindilegis. Alertamos a
nação brasileira sobre os riscos de se publicar os dados de forma a
identificar os servidores. Isso fere as garantias constitucionais e,
amanhã, pode descambar para outros abusos contra o texto
constitucional”, completa.
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