Seria Andressa Mendonça a Mata Hari do cerrado?

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O Ministério Público Federal em Goiás instaurou dois inquéritos para investigar Andressa Mendonça, a “musa da CPI do Cachoeira”.

Um dos inquéritos apura os bens em nome de Andressa: o MPF tem indícios de que ela seja “laranja” de Cachoeira.

Outro investiga a tentativa de corrupção ativa praticada contra a procuradora Léa Batista e chantagem ao juiz federal Alderico Santos, que recebeu um bilhete ameaçando publicar um dossiê que lhe descrevia o envolvimento com políticos e empresários.

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Os procuradores também acreditam que Andressa Mendonça seria mensageira do grupo criminoso chefiado por Cachoeira: as suas visitas ao bicheiro serviam para receber determinações e passá-las à estrutura criminosa assim como levar até ele as informações dessa estrutura.

“Isso demonstra que a organização criminosa continua em ação”, afirmou o procurador federal Daniel Salgado, que avalia ter o grupo um “claro parâmetro mafioso”, que usa “a chantagem como um dos mecanismos de intimidação às autoridades envolvidas nas investigações e futuros julgamentos.”.

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Pelos valores que se julgam envolvidos nos dez últimos anos nas operações patrocinadas por Cachoeira somente com a Delta (cerca de R$ 10 bilhões), não é difícil acreditar que, em procedendo a linha na qual desfila a PF e o MPF, o bicheiro tem nos dedos a ponta do novelo da simbiose entre o público e o privado no Brasil e o mensalão, que toma as manchetes nesse dias, não passa de troco no crochê.

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