Tem leão que é cego

A
quebra do sigilo fiscal do “empresário de jogos” Carlinhos Cachoeira
aponta ululantes discrepâncias entre a riqueza que ele ostentava e a sua
declaração de renda à Receita Federal.
Entre
2007 e 2010, por exemplo, Cachoeira gastou R$ 1,12 milhão somente em
cartões de crédito, mas declarou uma renda, no mesmo período, de R$ 172
mil.
No
mesmo período, o patrimônio declarado de Cachoeira saltou de R$ 2,2
milhões para R$ 4,3 milhões, além de R$ 1,5 milhão guardado em sua
residência.
> Empréstimos dele para ele mesmo
Em
um trocadilho contábil Cachoeira justificava o milagre de ganhar tão
pouco e ter tanto, alegando que devia todo o seu patrimônio à empresa
“Bet Capital”, que lhe emprestava o dinheiro
para pagar os cartões, comprar os imóveis e rechear o seu cofre com o
dinheiro vivo: em um período de 10 anos ele recebeu R$ 10 milhões em
empréstimos da Bet.
Um mero detalhe que o fisco não viu e para o qual o Leão jamais esturrou: Cachoeira era o representante legal da Bet.
É um cara de sorte mesmo esse Cachoeira: ele nunca caiu na malha fina.
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