fonte jornal diario do Amapá Domingo, 24 Novembro 2013 01:49
O presidente da OAB-AP, Paulo Campelo, em entrevista telefônica disse, ontem à tarde, que a declaração de Márcio Figueira é um absurdo em virtude das decisões da comissão eleitoral da OAB-AP terem sido tomadas com base na lei.
Escândalo do whatsapp
Uma emissão que teria sido feita do whatsapp do ex-procurador-geral do estado do Amapá e hoje defensor público no Pará, Márcio Figueira, abriu, ontem, uma nova crise nas démarches da OAB-AP para enviar lista sêxtupla ao Tribunal de Justiça local para a ocupação da vaga deixada no ano passado pelo atual desembargador aposentado Edinardo Souza.
De acordo com escrito no whatsapp, Márcio Figueira, com registro na OAB-AP, teria sido abordado pelo ex-presidente da entidade, Ulisses Träsel, que lhe propusera R$ 30 mil para colocar o nome dele na lista dos 22 advogados aptos a concorrer na eleição que escolherá 12 profissionais dos quais sairão os seis nomes a serem enviados para o Tribunal de Justiça.
“O Ulisses me pediu trinta mil para fazer a compra dos votos. ter que dar pra ele. Eu disse não. Não é a minha política. Logo depois indeferiram o pedido de registro da minha candiatura. Por isso vou para porrada contra esses bandidos”, teria postado o defensor público Márcio Figueira.
O dever da OAB-AP enviar uma lista sêxtupla para o Tjap vem tendo avanços e recuos desde o ano passado, quando a vaga do então desembargador Edinardo Souza foi oficialmente dada como desocupada. Todas as providências tomadas para o chamado Quinto Constitucional da OAB cabaram sendo judicializadas.
Agora, quando os 22 nomes já foram dados como aptos para se submeter à votação da categoria dos advogados, surge o “escândalo do whatsapp”, o que, em tese, caso haja nova judicialização, como tudo indica, a vacância dei-xada pelo desembargador Edinardo Souza mais uma vez será protelada pela entidade responsável pela providência.
Em reação à emissão online, o advogado Ulisses Träsel assim se manifestou, ontem, também via whatsapp: “ (...) Segunda inicio minha defesa sobre as falsas alegações do candidato que teve sua inscrição indeferida para a eleição do Quinto Constitucional da OAB no Tjap, bem como adotarei medidas judiciais cabíveis para reparar os danos morais sofridos. Saliento, ainda, que além de jamais ter pedido qualquer valor ao candidato indeferido, jamais mantive qualquer contato com a comissão eleitoral para fazer qualquer pleito (...)”.
O presidente da OAB-AP, Paulo Campelo, em entrevista telefônica disse, ontem à tarde, que a declaração de Márcio Figueira é um absurdo em virtude das decisões da comissão eleitoral da OAB-AP terem sido tomadas com base na lei.
Campelo garantiu que Márcio Figueira não entrou na lista dos 22 advogados que serão submetidos à eleição porque não apresentou a documentação necessária para aquela finalidade. “Isso é uma excrescência. Vamos entrar na Justiça com uma ação de reparação de danos morais”, proclamou o presidente da OAB-AP.
O vice-presidente da entidade, Cassius Clay, também se manifestou a respeito do caso, pelo whatsapp: “Quero externar minha irresignação contra o covarde e irresponsável ataque desferido por candidato insatisfeito com a firme fundamentada decisão de indeferimento de seu pedido de inscrição. A decisão foi pautada no não atendimento aos requisitos do certame, respeitando o princípio da vinculação ao instrumento convocatório (...)”.
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