Governo mantém exigência para airbag e ABS, mas pode salvar a Kombi
Veículo mais antigo em produção no mundo poderá ganhar sobrevida de até três anos, mesmo sem os itens de segurança
17 de dezembro de 2013 | 18h 3
Eduardo Cucolo e Laís Alegretti - Agência Estado
Atualizado às 19h
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que o governo vai manter o cronograma que prevê a obrigatoriedade de fabricação de 100% dos veículos nacionais, a partir de 2014, com airbag e freios ABS como itens obrigatórios. Ele afirmou, contudo, que pode ser criada uma excepcionalidade para a Kombi, o que daria mais dois ou três anos de vida para o veículo. Segundo o ministro, que esteve reunido hoje com montadoras e sindicatos, a extinção da Kombi causará muitas demissões no setor.
Aos 56 anos, a perua da Volkswagen é o veículo mais antigo em produção do mundo.
"É um produto que não tem concorrente e não tem como se adaptar. Este é o maior problema que identificamos, porque a Kombi será extinta e é onde haverá mais demissões. Vai ser estudado, não há decisão, podemos criar uma excepcionalidade", afirmou. Segundo Mantega, até o momento, todas as empresas concorrentes concordaram com essa exceção, mas a decisão ficará para a próxima semana.
Na quinta-feira passada, o ministro havia se mostrado indeciso sobre a nova regra de segurança. Ele chegou a afirmar que o governo poderia adotar um escalonamento para a entrada em vigor da medida.

0 comentários: